Histórico

Os estudos iniciais utilizando a dimensão simbólica e afetiva na Ciência da Informação foram desenvolvidos por Paula (2005) e culminaram em tese defendida naquele ano sob a orientação do professor Sigmar Malvezzi, da Universidade de São Paulo.

Os resultados obtidos nesta investigação inspiraram a formação, em 2010, do grupo de pesquisa “Dimensões simbólicas e afetivas de competências e comportamentos informacionais: construindo um repertório de práticas de investigação” na Escola de Ciência da Informação da Universidade Federal de Minas Gerais.

O uso da perspectiva simbólica nas pesquisas em CI foi consolidada pelos estudos posteriores de Paula (2013) e culminou no desenvolvimento de uma abordagem especifica para tratar dos fenômenos info-comunicacionais denominada Abordagem Clínica da Informação. Esta abordagem procura, no seu percurso metodológico, uma coerência nos processos investigativos que possibilite pensar o fazer científico de forma holística (em seu sentido stricto sensu entendido como sinônimo de “integral” e não no sentido lato de “esotérico”) e o consolidar por meio de um método capaz de assegurar os princípios de validade e confiabilidade, características intrínsecas à Ciência.

A pesquisa de Araújo (2013) deu sequência ao uso desta perspectiva integralizadora nos estudos em CI  ao procurar analisar a problemática relacionada às necessidades subjacentes ao processo de significação,  busca, seleção e uso da informação. A autora partiu do pressuposto  de que a motivação para os comportamentos e práticas informacionais pode ser melhor compreendida numa perspectiva  que utilize o imaginário como objeto de  hermenêutica.

Desde então, outros estudos vem se somando a esse repertório, como as pesquisas de Antunes (2015), Queiroz (2014) e Sá (2015),  possibilitando a criação de uma base teórico-prática e  a consolidação do imaginário, como afirma Gilbert Durand, como o alicerce sobre o qual são construídas as concepções do indivíduo e da sociedade uma vez que os mitos seguem regras estruturais, o que possibilita essa hermenêutica.

À medida que as pesquisas foram consolidando uma base teórica sobre o binômio informação e imaginário e que a repercussão desses trabalhos encontraram aporte teórico e metodológico em universidades portuguesas houve a necessidade de se criar um estrutura formal de pesquisa que pudesse abarcar as novas contribuições para a área. Assim, em janeiro de 2017, foi criado o Gabinete de Estudos da Informação e do Imaginário (GEDII), grupo de pesquisa vinculado ao Programa de Pós-graduação em Ciência da Informação da Universidade Federal de Minas Gerais,  cadastrado no CNPq acessível pelo endereço  http://dgp.cnpq.br/dgp/espelhogrupo/3022296834260274.

 

PAULA, C.P.A O símbolo como mediador da comunicação nas organizações: uma abordagem junguiana das relações entre a dimensão afetiva e a produção de sentido nas comunicações entre professores do departamento de psicologia de uma instituição de ensino superior brasileira. Tese (doutorado) – Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo. 2005

PAULA, Claudio Paixão Anastácio de. A investigação do comportamento de busca informacional e do processo de tomada de decisão dos líderes nas organizações: introduzindo a abordagem clínica da informação como proposta metodológica. Perspectivas em Gestão & Conhecimento, João Pessoa, v. 3, Número Especial, p. 30-44, 2013

ARAÚJO, Eliane Pawlowski de Oliveira. Tomada de decisão organizacional e subjetividade: análise das dimensões simbólico-afetivas no uso da informação em processos decisórios.  Dissertação (Mestrado). Universidade Federal de Minas Gerais. Belo Horizonte. 2013

QUEIROZ, Tatiana Pereira. O bom filho a casa sempre torna: análise do relacionamento entre a Universidade Federal de Minas Gerais e seus egressos por meio da informação. Dissertação – Universidade Federal de Minas Gerais. Belo Horizonte. 2014

ANTUNES, Maria L. Amorim. Comportamento informacional em tempos de Google. Dissertação. Universidade Federal de Minas Gerais, Escola de Ciência da Informação. 2015

SÁ, Rosilene Moreira Coelho de. Compartilhamento do conhecimento e o processo de orientação de discentes de pós-graduação sticto sensu. Dissertação - Universidade Federal de Minas Gerais, Escola de Ciência da Informação. Belo Horizonte. 2015